11/12/2020

SOBRE evermore, a irmã de folklore

Em menos de cinco meses, Taylor Swift anunciou mais uma vez, de surpresa, um novo álbum. evermore foi chamado de irmã de folklore, o aclamadíssimo passeio pela floresta particular de Taylor no auge da quarentena. Talvez a cantora ainda esteja confinada esse tempo todo afinal fortuna maior que muito PIB por aí. E sobra tempo para compor e gravar. E tédio às vezes pode trazer bons frutos. Mas isso importa? Não. Ela impressiona pela disposição, audácia, ambição e coisas mil para dizer. 

Foto: Divulgação

Excelente letrista, Taylor Swift, mais uma vez olha pra dentro e no controle total de sua narrativa (risos), transforma o mundo em alegoria, fazendo de suas poesias pura interação direta para quem as ouve. Soando mais élfica, mais solta, mais "cowboy" e mais dominadora nessa, digamos assim, "transgressão indie" na sua música, ela consegue perder o rumo involuntariamente. Em alguns momentos, dispersamos e pensamos no que comer no almoço - Taylor nos perde em inúmeras ocasiões.


   


E sim, ela teve a pachorra de lançar uma música chamada champagne problems, uma das melhores de Smile de Katy Perry. Aqui os problemas são outros mas a champa é a mesma kkkk. Poderia muito bem ter convidado a mamãe de Daisy para cantar sobre... A participação das irmãs do Haim é divina e auge de todo projeto B. The National poderia ter desligado o Facetime e caído fora. Bon Iver entrega (novamente) um dos melhores momentos.

Taylor pediu lápis de cor e coloriu a floresta preto e branco de outrora. Mas será que alguém pediu que isso fosse feito? O tempo dirá.

Há pares de excelentes canções, assim como há combos de faixas chatíssimas - talvez evermore seja a irmã mala da família, que em momentos isolados, demonstre ser alguém interessante. Fato que não há desconexão com a árvore genética raiz mas folklore é infinitamente melhor - e compará-los é inevitável. A magia, nesse passeio, dissipou. 

Taylor deveria ter esperado um pouco mais.

OUÇA evermore!

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