26/11/2020

SOBRE CONFETTI: LITTLE MIX

Ano que vem vai completar 10 anos que Jesy, Leigh-Anne, Jade e Perrie foram "juntadas" no finado e saudoso X-Factor UK, ganhando o título de campeãs sob o nome Little Mix ou como amo dizer, As Misturinhas. De lá pra cá, acumularam grandes hits e conquistaram fãs no mundo todo. Como sua fanbase maior e mais fiel sempre foi do país que a originou, o quarteto busca uma sonoridade mais global e com Confetti a tiracolo estão preparadíssimas para tal. Em tempo, Little Mix é uma das melhores girlband de todos os tempos. Quem discorda, confiável não é.





Com esse pensamento de dominação global, Confetti parece a aposta certeira para cumprir essa missão de fadas. Com um rhythm and blues modernizado, poderoso e americanizado (no bom sentido) nas mãos, as quatro rouxinóis entregam harmonias e melodias impressionantes. Seja com Sweet Melody, prontíssima para estourar no Tik Tok, passagem obrigatória para o sucesso entre os mais jovens hoje ou com Rendezvous e seu pseudo cosplay sexy de Pussycat Dolls, o disco é uma brisa de pop perfeito. Mas elas não querem copiar (e não copiam) ninguém e buscam sua identidade própria. 

Aqui, mais do que nunca.

 


Holiday (provavelmente a música que mais ouvi esse ano), Break up song, Not a pop song é o combo ideal para diferenciar As Misturinhas de grandes nomes que as inspiram. Talvez o mais direto e inevitável seja o de Girls Aloud. Cheryl ex-Cole e trupe nunca estouraram fora do eixo The Crown e, cá entre nós, tem um punhado de músicas bem chatas no currículo que não dialogam com muita gente; fora o diferencial vocal - o abismo - entre os dois grupos. Mas não estou aqui para fazer comparações. 

Ou estou. Eita!

 


O foco é Confetti, um disco potente, colorido, "esquisito" (dentro do bioma pop), libertador, divertido, feminista, chicletinho, gostosinho, pitelzinho, Ragatanga! Ele busca o equilíbrio entre liberdade artística, visão comercial ou como dizem as próprias "um projeto livre de expectativas irreais" - e consegue.

Quando ousarem mais, entregarão uma nova Bíblia do pop das fadas - essa frase é apenas para contextualizar a nota final dada. 

Depois de Glory Days, Confetti é o melhor e mais coeso trabalho do grupo.

Pena que essa nova Era, a primeira sem a tutela de Simon Cowell, sofreu uma baixa recente, com o afastamento inesperado de Jesy Nelson. A cantora de vibratos impressionantes tirou um tempo indeterminado para cuidar de sua saúde mental e nada mais foi dito sobre. Apenas que respeitassem a família nesse momento delicado. Que ela volte mais forte e com o talento que sempre transbordou, para colher os êxitos de um trabalho tão gostoso.

OUÇA CONFETTI!

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