30/07/2020

SOBRE folklore


Em abril de 2020, Taylor Swift postou no Twitter uma selfie com a seguinte legenda fazendo nada aqui. Sonsa né? Ou será que foi em poucos mais de dois meses que ela compôs todo o material, mandou pra produção, gravou, mixou, masterizou, fez os clipes, todos os lyric videos, tirou as fotos das oito capas diferentes, fez toda identidade visual e planejamento de um álbum? É possível? Sim, entretanto, pouco provável. Tratando-se da contadora de histórias, Taylor, sabemos que o infinito é o limite. E sonsa, no bom sentido (sorrisinho fofo).

Foto: Divulgação

E assim "do nada", ela anunciou que a era Lover estava enterrada (será que vai ter shows no Brasil?) e mandou novidade para o mundo. Folklore foi anunciado 24 horas antes de seu lançamento e os louros já podem ser colhidos em menos de 1 semana. Taylor está batendo seu próprio recorde de vendas, numa época que ninguém compra música, está mais rica do que nunca e aplaudida pelos críticos até de Marte. O seu passeio no mato foi produtivo. E mágico. #quemnunca

Foto: Divulgação

O disco é uma preciosidade intimista, de nuances, camadas e atmosfera. Parece mais coisa de escritora do que de diva pop. Encarar folklore requer calma, atenção e alma aberta. É tipo entrar num livro de contos, repleto de personagens, situações, sentimentos e cheiros. Tem cara de chato mas não é, juro! É gostoso, sutil e de uma sensibilidade linda. É um marco de fadas, melodias e cotidiano. Encarar essa mistura é prazeroso, um abraço amigo de realidade vs. imaginação de palavras e som. São músicas repletas de textura.




Talvez se não fosse pelo isolamento social e esse encarar forçado de frente com nossos tais silêncios e pensamentos mais ridículos, folklore nem existiria, ele é fruto disso que ainda estamos gladiando. Como disse a própria Taylor no prólogo, "no isolamento, a minha imaginação correu e esse álbum foi o resultado, uma coleção de músicas e histórias que surgiram como fluxo de consciência (...) pegar a caneta foi meu jeito de escapar". O nosso, aqui, é ouvir.




2 comentários: