30/06/2020

ÁLBUM TRUE BLUE DA MADONNA COMPLETA 34 ANOS


Hoje faz 34 anos que True Blue, o disco de inéditas mais vendido da carreira da Rainha Madonna, foi lançado e é, de longe, um dos mais memoráveis. 

Foto: Reprodução Instagram

Madonna já tinha o mundo aos seus pés, ela queria mantê-lo e queria mais. Para isso deixou os crucifixos de lado e redefiniu sua imagem, moldando mais uma vez a indústria, mirando também agora num público mais adulto. Deixou temas mais adolescentes e "pop descartável" para trás e amadureceu sua linhagem. Ela lançou arte para consumo, com muito amor por trás do processo.

True Blue foi dedicado para o seu ex-marido Sean Penn.





Com liberdade total, escolheu a dedo com quem trabalhou. E espertinha que sempre foi, "roubou" músicas que seriam mostradas para Cyndi Lauper e Michael Jackson. Posou de tomboy, platinou suas madeixas, cortou seu cabelo bem curtinho, cantou sobre ser mãe solteira, discutiu sobre aborto, brincou de Motown com a faixa título True Blue (minha favorita desde que eu era uma criança viada) e colocou no mundo clássicos atemporais como La Isla bonita, feita para homenagear a comunidade latina - essa foi a tal "roubada" de Michael Jackson.

Foto: Divulgação

Na época a revista Rolling Stone disse que Papa Don't Preach era a Billie Jean de Madonna. Mal sabiam que o álbum Like a Prayer viria logo depois.





Ouvir esse álbum, chamemos de obra prima, mais de 30 anos depois é tomar um banho de nostalgia e notar uma estrela no seu ápice vocal, buscando tons mais graves até então inexplorados. Aqui a espinha dorsal é os anos 80 fervilhando, é a new wave pronta para consumo, é o abraço com a pop art manufaturadamente falando. É música elaborado entregue por quem sabe o que faz. Tudo minimamente planejado, identidade visual, virtuosidade sonora, proposta, intenção, alma e coração.





São hits e mais hits, épicos, marcantes e inesquecíveis. Se for para franzir o nariz sobre o trabalho, vale dizer que é, de longe, o mais datado de sua carreira, salve algumas exceções, claro. Porém qualquer disco que possua Live To Tell, Open your heart e Papa Don't Preach (que ganhou até uma cover incrível nas mãos da então cantora Kelly Osbourne) como carro-chefes é para louvar de pé ou melhor para reverenciar - Realeza né mores? Sem falar na capa que é uma das mais belas e icônicas da história da Música.

Qual sua faixa favorita?


OUÇA TRUE BLUE!

Papa Don’t Preach é a minha visão em enfrentar as autoridades do sexo masculino, não importa se é o Papa, a Igreja, meu pai e seus preceitos conservadores e patriarcais. Madonna

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