04/05/2020

#JUSTICEFORGLORY


Lamento dizer aos haters mas Britney Spears entregou um presente para seus fãs e para o mundo da música pop. Seu novo Glory é um bombomzinho delicioso, que revoluciona a caixa de chocolates que é a discografia de Britney. E isso, aparentemente, sem querer querendo. 

Tem Britney farofeira, tem Britney indie, tem Britney sexy sem ser vulgar, tem Britney fofa, tem Britney inocente, tem Britney Bitch. Glory é um monte de Britney num lugar só. E tudo isso envolto numa coesão admirável.





Ficou nítida a vontade de buscar inspiração nos melhores discos de Britney e também nos mais antigos. Mas como temos os produtores mais arrojados que o dinheiro pode financiar, os mesmos buscaram adequação ao breve passado com elementos mais modernos de hoje, fazendo de Glory um produto 2016 sem soar um produto de 2016. Isso é foco e inteligência. Alguém "brifou" direitinho os responsáveis (quarenta colaboradores, no total). 

Foto: Divulgação

Depois do desastre que foi Britney Jean, de longe, seu pior disco, há um ar de felicidade presente no álbum todo, seja no jeito sapeca de cantar como na faixa Private Show ou no clima etéreo que impregna em Invitation, no qual canta que não quer saber mais de talvez. E Britney também paga de poliglota: canta em francês e em espanhol. Sim, Britney Mapa Mundi. E até flerte com tango podemos degustar. 

Aliás, parabéns por terem dado mais liberdade nos vocais de Britney, aqui menos robótica, mais orgânica e acima de tudo, humana. Uma pena optar em usar artifícios de playback nas suas apresentações, já que a produção vocal nesse trabalho é reconfortante.




Também lamentável que Britney esteja "presa" no formato Greatest Hits na sua residência em Las Vegas, esse disco merecia uma turnê com identidade própria, já que é um capítulo lindo na sua carreira. 

Glory é a mistura saborosa de In The Zone com Blackout e sem soar cópia de nenhum deles. Discaço com missão cumprida. Agora que acertem na divulgação e nos próximos clipes, já que o vídeo para Make me... é uma lástima.

Escrito originalmente em 22 de agosto de 2016.


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