30/04/2020

SOBRE A SÉRIE 'TOY BOY'


Toy Boy conta as desventuras ou algo do tipo de um stripper (Jesus Mosquera #crush) acusado de assassinato do marido de sua amante rica. Ele fica encarcerado por sete anos por um crime que não cometeu e sai da prisão auxiliado por uma advogada tonta que vive gripada. Ela mesmo, antes Marina, que já foi assassinada numa outra série espanhola, Elite. Coincidências? Os atores são péssimos. E Elite é Stanley Kubrick comparada com isso aqui.



Aí ele promete arrumar um emprego que não envolva rebolar a raba em sungas minúsculas, que nem jockstraps são e obviamente não consegue jobs (nem tenta) afinal tirar a roupa é tudo que sabe e ama fazer - palavras do personagem, não minhas. E ele mora num barco! Aí tem tráfico de drogas no meio, um menino de cabelo azul emo que teria sido estuprado pelo pai que morreu há sete anos atrás mas não morreu, morreu agora. Aí tem um romance tosco entre cliente e advogado. Empresas que duelam entre si por trás do mistério desinteressante - uma que mandou tirar o moço da prisão pra ferrar a outra. E tem uma mulher que é dona do mundo, que caga dinheiro e tananã.

Foto: Divulgação

Ela é tal mãe do menino de cabelo azul, amante do stripper, viúva que não é viúva e chata para um carvalho. Também tem um stripper yag com deficiência auditiva que não sabe usar libras para se comunicar e ao contrário do que diz o protagonista "stripper não é GP", esse faz programa para velhos ricos e sempre sai chorando quando ganha seu bolinho de euros. Ah... ele se envolve com o menino emo do cabelo azul.



Basicamente é um bando de gostosos do tipo camarão, sem talento para atuar, no meio de um thriller policial que não faz muito sentido, com um romance idiota a tiracolo e outras baboseiras mil como cenas longas do quinteto fazendo exercícios na praia. É tudo desculpa esfarrapada para colocar os tais moços tirando a roupa porcamente em coreografias medíocres, no bar de stripper mais falido do mundo - vive lotado... de 20 mulheres! Eles não sabem dançar, não sabem mostrar o corpo (a nudez é patética), não sabem atuar e, cá entre nós, poderiam ser mais bonitos.  

Toy Boy é um sucesso - inexplicável - no mundo todo, comprado pela Netflix por míseros trocados, provavelmente arrancados das micro sungas dos dançarinos exóticos. A série pega Magic Mike, todas as piores novelas da Televisa e coloca num liquidificador da Espanha. O resultado é só guilty porque pleasure não tá tendo.


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