11/02/2020

SOBRE O NOVO DISCO DA LA ROUX


Seis longos anos separam esse novo Supervision do anterior e maravilhoso Trouble in Paradise. Agora Elly Jackson está completamente sozinha - La Roux era um duo e o ex-partner, Ben Langmaid saiu no meio do processo de criação do álbum de 2014. Essa "solidão" está fazendo mal pois fica evidente que Ben era o grande talento por trás de coisas incríveis como I'm not your toy e Bulletproof. Ou talvez Elly não tenha encontrado sua voz como artista "solo". Será?




Supervision é um trabalho equivocado. Se levou seis anos para lançar isso, desse jeito, já fica meio evidente que algo está desmoronando. Detalhe: são só oito faixas e não há nada de especial em nenhuma delas. Inclusive algumas incomodam, principalmente pela desnecessária longa duração.

Fotos: Reprodução

Produção preguiçosa, músicas sem peso, arranjos sem inspiração, melodias vazias, pop entendiante... um radinho de pilha dos mais mequetrefes.  Também há um erro grotesco na escolha dos tons. Elly canta mal e de maneira descompensada em várias passagens, beirando ao constrangimento. 

Em outros momentos, La Roux parece plagiar a si própria num loop controverso de vazias intenções ou pura distração de gente inapta. Esse disco não traz nada. Nadica. Ele não comove e nem empolga. Porém entretanto todavia mais fede do que cheira. Parece resto dos discos anteriores, uma garimpada básica no lixo do notebook programador de sintetizadores. O disco é um rascunho.

Essa Supervision aí tá precisando é de óculos.


OUÇA SUPERVISION!

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