06/02/2020

#OSCAR2020: SOBRE A DOR E GLÓRIA DE ALMODÓVAR


Depois do irregular Julieta e do ridículo Amantes Passageiros, o diretor e suas cores particulares entregam uma obra especial. Dor e Gloria é um sentimento intocável, para dizer o mínimo. Fiz as pazes com Almodóvar. 

Acompanhamos um diretor de cinema (Antonio Banderas, esplendoroso) lidando com sua falência artística, pessoal e física, entrelaçando passado e presente com ramificações precisas e preciosas. Nada é por acaso em cena. E assim, da infância à meia idade, somos laçados por tal declínio, paixão e ruptura. E somos tocados a todo momento - frame por frame, há muito sentir nas telas. 



Nunca vimos um Almodóvar tão de perto; a obra é quase auto biográfica, extremamente intimista e pessoal. Esqueça o Pedro histérico e verborrágico, a beleza, aqui, está na sutileza e principalmente, na verdade. Por isso, sentimos às vezes que o longa perde um pouco do ritmo. E talvez até seja verdade tal deslize, mas quando percebemos imersos, nada disso importa. Roteiro impecável, atuações dedicadas e um filme para colocar no hall de grandes obras dessa lenda viva.

Estava com saudades.

Escrito originalmente em 02.07.2019.


#OSCAR2020 - 02 INDICAÇÕES
Filme estrangeiro e Ator (Antonio Banderas).


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