19/12/2019

SOBRE A SEGUNDA TEMPORADA DA CASA DAS FLORES


A primeira temporada de A Casa das Flores era uma orgia de incríveis ideias e acontecimentos absurdos com uma alegria que somente o México sabe produzir. Tinha cores de Almodóvar, sabor espanhol, tudo misturados com pimenta mexicana e drama histérico das telenovelas. E tudo funcionava como um ballet amalucado e excêntrico. O inesperado sucesso garantiu uma segunda temporada que desandou e perdeu o rumo de uma maneira quase amadora.

Foto: Divulgação Netflix

Agora todos praticamente falidos querem reconstituir fortuna e reabrir la floreria que foi vendida. Todo mundo se vira como pode, menos a empregada da família que segue servindo a família La Mora de graça, pois é muito afeto e história. A matriarca morreu e como faz falta a atriz Verônica Castro para colocar ordem na zona que é esse roteiro. Uma metralhadora de acontecimento ridículos que alem de estranheza causam sono.

Tem subtramas tão idiotas como o tal do culto, o tal do concurso de talentos na televisão, o tal "amante" da morta mãe, a tal cega que agora namora o ex da filha do meio, o vai e vem do filho gay com o rapaz que "roubou" o dinheiro da família. o tal mistério do celular da falecidade, a tal irmã ciumenta do esposa agora esposa de Paulina, a tal vingancinha de Paulina e por aí vai. A cada episódio uma chatice atrás da outra, trazendo indignação, eles conseguiriam destruir toda essência maravilhosa da série. Acompanhar essa temporada é uma tortura. 

A única coisa relevante é o filho virar michê mas isso é tão porcamente trabalhado que parece esquete de programa de humor ruim. Aliás, a série toda não faz graça. É um desrespeito. Se ainda não assistiu, se joga na primeira temporada e ignora essa.




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