17/12/2019

SOBRE O GOLPE DE J.LO


Assistindo ao trailer e observando esse cartaz, tudo indicava tratar-se de um filme medíocre, feito a toque de caixa para cantoras pop brilharem. Nesse caso, no pole dance. E o título tosco em português não ajuda (não é comédia pastelão!). Mas preconceito existe para ser quebrado e títulos em português para ser ignorado e As Golpistas acerta em tudo que se propõe e ainda consegue fazer de Jennifer Lopez uma boa atriz. Sua indicação, no entanto, para o Globo de Ouro como coadjuvante é exagero e puro lobby.

Foto: Divulgação

Baseado numa história real, acompanhamos  um grupo de stripper,s, que vira uma gangue que dopa os caras, quase estourando o limite de seus cartões de crédito, num esquema quase mafioso, envolvendo garotas e estabelecimentos. Tudo isso acontece devido a crise que tomou conta do mercado financeiro nos Estados Unidos, logo a clientela do clube some e as meninas ficam , digamos assim, criativas para retomar o poder aquisitivo e dar o troco nos abutres.  Claro que estamos do lado delas. O nome disso é carisma e um quê de justiça Todas as atrizes esbanjam simpatia e química. J. Lo rouba  a cena com um corpo escultural no auge de seus 50 anos.





E o filme é ágil, dinâmico e super divertido. Eficiente seria o adjetivo definitivo., além da bela surpresa como todo. Mesmo não sendo uma comédia, tem seus momentos cômicos, também não é um filme policial, o que não impede de trazer tensão. É tipo um Martin Scorsese mais leve com alma e força femininas. O público gay vai amar. A trilha sonora é um show à parte, as roupas também.

Cardi B e Lizzo fazem pontas brilhantes porém  são completamente irrelevantes para a história. 

Em cartaz nos cinemas.


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