16/12/2019

SOBRE FINE LINE, NOVA OBRA DE HARRY STYLES


Quando Harry Styles fez audição no X-Factor e foi colocado na boyband One Direction ninguém sabia que naquele moleque habitava um astro de primeira grandeza. Nem os jurados que o lançaram, nem o público e nem o próprio Harry. Passados 10 anos, Harry em carreira solo demonstra constantemente a paixão em ser um pop rock star e músico, acima de tudo. isso. Sua segunda incursão solo atesta que a boyband não precisa voltar.



Foto: Reprodução

Fine Line é agradável do começo ao fim. É um disco que trata de sentimentos comuns mas com a proeza de falar sobre, de uma maneira diferente. Letras inspiradas, autobiográficas, num diário pseudo aberto que ecoa sutil e honestamente.  O tema recorrente é a solidão, seja do medo ou da libertação que ela causa.





Também testemunhamos melodias inspiradas, num rock que flerte com o folk, a psicodelia, o pop e assume ser cem por cento britânico. Harry não esconde e nem quer fugir de suas origens e isso é verdadeiro. Seus ídolos, seus desejos e sua essência, estão todos presentes. É uma continuação clara do seu primeiro trabalho, o incrível Two Ghosts. A diferença é que aqui ele soa mais ensolarado, romântico e radiofônico sem jamais ser genérico.

Fine Line consagra Mr. Styles como um ato de classe, chiquérrimo, com identidade fashionista impressionante que flerta o tempo todo com a ambiguidade da sexualidade, sem nunca desviar o foco na sua arte. O que interessa mesmo é a música e sua verdade, as roupas e unhas pintadas, são acessórios. Mesmo se escondendo um pouco por trás desses "apetrechos", talvez por timidez, Harry é o cantor do momento. Puro êxito.


OUÇA FINE LINE.

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