26/12/2019

SOBRE A ASCENSÃO SKYWALKER


Não sou lá muito fã da saga Star Wars, os filmes sempre beiram entre o ok e o medíocre mas entendo o fascínio que causa nas pessoas. Esse capítulo que finalmente encerra a longa jornada de nove filmes mora bem no meio entre o ordinário e o ruim. E acho que não sou o único que pensa assim. O capítulo 7 é incrível (vamos focar na trilogia atual), o oitavo, uma porcaria misto de sono e desespero. Esse aí é o que tem pra hoje, tem mas acabou.  

Assistir essa Ascensão é como ir numa atração de parque de diversão, até que é legal mas não vai mudar sua vida de maneira alguma. Esse encerramento enterra qualidades incríveis de novos personagens e se debruça na maldita nostalgia dos títulos antigos. Princesa Leia de CGI é a coisa mais bizarra que pintou no cinema nos últimos 20 anos, é robótico, parecendo que o computador fez Teatro no Wolf Maya. Não dá para embarcar e a homenagem causa estranhamento total. 

A batalha final é insossa - existem videogames muito melhores que aquilo. Os personagens correm de um lado pro outro e o recurso vivo morto vivo morto vivo morto é abominável, irritante e covarde. O namorico dos reis do sabre é fantoche dos mais frouxos. Adam Driver entra mudo, rodopia e sai calado. E conseguiram a proeza de transformar a Rey numa chata.

Foto: Disney Divulgação

Dizem que esse último filme causou vários furos na história como um todo e isso, está longe ser um problema. O filme é pouco cinema, muito barulho e zero inspiração porém ótimo para vender bichinhos nas lojas da Disney. Roteiro fraco, direção de atores fantasmagórica e decisões narrativas equivocadas.  

Dito isso tudo isso, como entretenimento não incomoda, você assiste de boa e esquece assim que joga a pipoca na lata de lixo. Sim, estou justificando a altíssima nota 5.


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