27/12/2019

RETROSPECTIVA 2019: MELHORES MÚSICAS


2019 acabou e já vai tarde. Para quem curte uma reflexão, essas são as melhores músicas do ano. Se gostou, ouvido bom; se não gostou, paciência #hihihi. Tem playlist no Spotify com 10 músicas bônus além dessa perfeita listinha, tá lá no final do post ou aqui para os apressadinhos. Que 2020 nos surpreenda de maneira positiva. As 25 melhores música do ano, amém.



TOP 25 | MÚSICAS








25º KILL THIS LOVE - BLACKPINK
Vamos falar a verdade? O K-Pop veio pra ficar e esse aqui é pura porrada. É uma mistura ambígua de querer sair marchando ou rebolando. Na dúvida, faça os 2! Essas meninas são dinamite. O melhor é se entregar.





24º TOO MUCH - CARLY RAE JEPSEN
A dedicação de Carly em permanecer no posto de fada do pop continua intacta. Repleta de sintetizadores, a melodia chega aos poucos, abraçando nessas "quebras", a equação final de mais uma perfeição pop. Parece descomplicada mas não é.




23º BAD AS THE BOYS - TOVE LO, ALMA
2019 foi um ano incrível para Tove Lo que provou seu talento ao expor uma vulnerabilidade muito bem vinda no mundo radiofônico. Cantando abertamente sobre ser uma mulher bissexual, aqui acompanhamos o relato de um relacionamento tóxico com outra mina. Isso, sim, é girl power.


22º DOIN' TIME - LANA DEL REY
Se você passou 2019 sem ouvir Lana Del Rey, você não passou bem. Em fase criativa e de evolução contínua, a cantora provou ser uma nova face da música norte-americana que será lembrada como ícone. Nesse cover da banda Sublime, ela consegue a proeza de melhorar algo que já era perfeito. E abanar-se no verão jamais será a mesma coisa.


21º TINY LOVE - MIKA
A liberdade sexual de Mika reflete diretamente no seu discurso emotivo. Numa pegada que lembra os grandes momentos de Elton John, o cantor transita entre rádio, cabaret e Broadway sem nunca pisar na cafonice. Belíssima canção.







20º THIS LIFE - VAMPIRE WEEKEND
Contar histórias, causos e desventuras amorosas com maestria é algo que a banda sempre demonstrou e aqui não foi diferente. Single repleto de harmonias inspiradas (e inspiradoras), a surpresa do refrão "quebrado", transparece a beleza de uma grande canção. Eu sei que a dor é tão natural como a chuva/ Mas eu pensei que não chovia aqui na California. Uau.

19º MOTIVATION - NORMANI
Desbravando cada vez mais sua liberdade com o fim do Fifth Harmony, Normani buscou inspiração na sua religião Beyoncè e fez dessa fé um êxito para todos. Com elementos claros do funk, soul e rhythm and blues, ela busca nas suas referências e na própria história da música negra, a sua verdade. E é lindo de se ver.


18º THE MAN - TAYLOR SWIFT
O disco romântico de Taylor não convenceu muito e  The Man é tudo, menos romântica. Mesmo soando peixe fora d'água, a faixa é essencial para o triunfo do álbum irregular. Para quem foi acusada de não ter postura política, ela calou a boca de muita gente. E, cá entre nós, a música é incrível em todos os níveis de grandeza.


17º LOVESTAINED - HOPE TALA
Que gingado é esse? Bossanovistas, atentos! Essa infusão dos anos 60 com o lounge traz uma brisa boa pro coração. É música de verão, pé na areia, delícia nas alturas e sensação. Mais que uma canção, aconchego.



16º TRUTH HURTS - LIZZO
Lizzo foi a grande estrela de 2019 e ainda bem que ela existe no nosso mundo. Tudo que ela representa é um hino dos mais gloriosos. Aqui temos piano, hip hop, versos, vocais inspirados... tudo aterrizando com precisão. É a faixa que define a caixinha de delícias que Lizzo é. 







15º SAD DAY - FKA TWIGS
FKA segue a cartilha Bjork direitinho: videoclipes de alto impacto visual, músicas no limite da arte e eles que lutem. Sad day é música de ninar, ninho, oração. É a mais acessível de seu prestigiado recente Magdalene. Espirais em forma de canção.




14º CONCRETE ANGEL - HANNAH DIAMOND 
Começa como uma garota adolescente cantando sobre seus draminhas, lamúrias sem causa, deitada plena na sua cama. O pop é fofo mas do nada, reviravolta, explosão. Piscou, e lá vem outra granada. E não para por aí. É crescente, é tensa, é incansável. Um labirinto cuja saída é a descoberta de algo novo, como se seu diário fosse uma rave guiada por anjos, redefinindo o uso do auto tune.

13º FORÇAR O VERÃO - CÉU
Tá para nascer o dia que Céu vai lançar coisa ruim... Apka! na veia. Verão, só quando vier. Pop rock tropical no melhor estilo e ainda com viés político. Céu é o limite. Música inteligente brasileira resiste.




12º AMOR DE QUE - PABLLO VITTAR
A rainha das rádios sem mesmo tocar nas rádios por motivos de porcos preconceituosos. Pabllo é a artista certa, no momento exato. Chacoalha conceitos, desbrava preconceitos e faz música brasileira na sua essência de ser acessível e direta. Não esconde e nem quer esconder suas raízes. Ouvir Pabllo é um ato revolucionário. Amor de Que é sensacional.


11º HOLD MY BREATH UNTIL I DIE - 
TEGAN AND SARA
Revisitar passado e vasculhar gavetas, às vezes pode ser uma boa ideia. Tegan e Sera fizeram isso, pegaram músicas e textos de suas adolescências e trouxeram à tona boa nostalgia. Smells like teen spirit e tudo bem.






10º 7 RINGS - ARIANA GRANDE
Um canhão de hits incansável, Ariana consegue extravasar os dramas de sua complicada vida pessoal nos bons discos que faz. Elevando ao auge o que é pop dos tempos atuais, ela segue triunfando. Além de música, meme.





9º DON'T START NOW - DUA LIPA
Desafio do dia: ouvir Don't Start Now e não sentir vontade de sair dançando por aí. É música de verdade, pop orgânico - sente a linha e a marcação desse baixo!! É grooveada, é moderna, é setentista, é brilhante, é drible certo da sombra de acusar a inglesa de ser one hit wonder. Não há elogios suficientes para agradecer o chacoalhão bom que é esse som.


8º SOFIA - CLAIRO
Há uma forte conexão emocional entre Clairo e o ouvinte, mesmo que ela esteja cantando sobre jujubas de morango. A grande aposta e deliciosa surpresa de 2019, faz um trabalho delicado, dedicado e especial. Sofia consegue redirecionar a fórmula do pop perfeito para uma nova categoria que ainda está para ser decifrada. Ouça Clairo!


7º GONE - CHARLI XCX, CHRISTINE AND THE QUEENS
Qual a melhor maneira de superar o fim de um relacionamento? Chamando sua miga incrível para subir e rebolar no capô de um carro. Esse encontro entre a sonoridade robótica e o glam queer é pura simetria inesperada. Êxito total em constante ebulição.



6º DESCONSTRUÇÃO - TIAGO IORC
Os tormentos de uma geração refém, vítima e carrasca das redes sociais, é alma desse manifesto em forma de poesia dura musicada. Tiago Iorc sumiu um pouco do mapa e voltou, demonstrando sensibilidade e profundidade admiráveis. Chico Buarque teria orgulho.







5º BAD GUY - BILLIE EILISH
A grande surpresa dos charts desse ano por simplesmente seguir o inverso daqueles que miram as paradas de sucesso. Não foca na explosão e sim no sussurro, numa pegada irônica que chega o refrão e duh! Na era das lacrações, Billie é mais brincalhona que poser. Não desconfie, a guria é de verdade. 



4º THE GREATEST - LANA DEL REY
O futuro distópico flutua, ecoa e reverbera no canto doce e melódico de Rainha Lana. Se não houver salvação, tudo bem, que morramos em paz nos seus braços. Sua ótica, sua percepção e sua aproximação debate ironia, cita Kanye West e prega até satisfação no sentido de "ok, é isso aí" Já agradeceu, hoje, pela existência de Lana?


3º DARK BALLET - MADONNA
Madonna tem mais de 60 anos e ainda busca experimentações nas suas obras, faminta por novidade. Dark Ballet é a dança final e resumão do maravilhoso Madame X. Como não aplaudir essa distopia musical, onde um aparente tropeço, nada mais é do que uma mistura performática de Tchaikovsky e o uso infortúnio de quetamina? Esquisita e delírio essencial.


2º LIGHTS UP - HARRY STYLES
Harry Styles definiu seu posto como artista para ser admirado frame por frame. Seu novo disco é espetáculo triunfal e Lights Up abre essa fase de pura excelência e delícia. Sua ambiguidade de constante clímax presenteia uma sonoridade mais britânica que fish and chips. Arrebentação e redefinição, Harry é mais divino do que maravilhoso.


1º HIT THE BACK - KING PRINCESS
Retrô disco butcher diva queen é isso que Hit the back ostenta ser, e de fato, é. Começa melancólica e passeia rodopiando entre o cantar quase sofrido, confessional. Destila referências sonoras dos anos 90 e do flerte tímido com os 70. Parece meio caótico, nessa tentativa vã de descrever mas ouvindo. dá para entender o refinamento estético estrutural dessa obra prima. A melhor música do ano. E fim.




Um comentário:

  1. amo a retrospectiva do blogy quero mais logoooooooooooooooo faltou só lis na

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