22/11/2019

SOBRE CRUSH À ALTURA


As comédias românticas produzidas pela Nerflix devem custar um almoço para eles, tamanha quantidade de títulos que eles lançam na plataforma. E às vezes esse baixo orçamento fica evidente em bobagens como Crush à Altura, título em português bem estúpido para Tall Girl. Parece que investiram uma sobremesa com os roteiristas. O plot é tolo, o roteiro amador e os personagens mais rasos que piscininha para bebês de 1 ano de idade.

Jodi é uma adolescente que vive o drama de ser insultada o tempo todo por ser a garota mais alta do colégio. Ela tem 1,85 (e meio) de altura, é branca, loira e tem um piano de cauda na casa, onde mora com os atenciosos pais e a irmã, rainha de concursos de Miss que, pasmem, é fofa, maravilhosa e compreensiva.


Foto: Divulgação Netflix

O filme, ao invés, de mostrar a personagem como além disso,  faz questão de rotular a moça sofrida alta que nada é além de uma garota alta. Além o filme ama rotular todos e a tudo. O desenvolvimento de personagem é resolvido com um discurso batido com palavras extraídas de uma música escrita por um coach. A reviravolta é causada por um soco que dão para defender a honra de Jodi. Sim, esse é o gatilho homem das cavernas.





A situação é corriqueira, Jodi se apaixona pela pessoa errada, briga com a melhor amiga por absolutamente nada, não enxerga o amor que está bem ali do seu ladinho e mais um monte de situações clichês que podem ser inseridas aqui facilmente.

Um filme raso que deve ser encarado como tal. Começa bem e depois amarga um amadorismo constante. Dá para assistir numa tarde enquanto você checa seu celular de 15 em 15 minutos, se você não problematizar como white people problems, é um entretenimento mediano.


Um comentário:

  1. Sou muito fã da Netflix não, prefiro YouTube. E os bons sites com filmes realmente bacanas que você dá um jeito de assistir.

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